Semana passada me deparei com uma cena curiosa - embora já não me sejam tão raras essas situações patéticas - em que uma mulher, com seus vinte e poucos anos, cabelos desgrenhados, sotaque castelhano (era colombiana), mal vestida e com um cheiro não muito agradável adentrou num ônibus com um artefato de madeira que emitia notas e que ela comicamente chamou de “instrumento musical”. Daí pra lá acabou o sossego.
Achando-se uma artista, tocou e cantou Leãozinho do Caetano Veloso (que, convenhamos, já não é muito afinada na voz do criador), Cidade Maravilhosa... E ainda que eu aumentasse consideravelmente o volume do meu headphone, aquela voz irritante junto com aquele instrumento desafinado não me deixou ouvir a bela Overture 1812. Ao final do espetáculo, sacou do seu vestido (sabe-se lá de que parte) uma boneca, dessas de ventríloquo, e fez uma voz infantil para pedir dinheiro, como se a boneca estivesse pedindo.
Achando-se uma artista, tocou e cantou Leãozinho do Caetano Veloso (que, convenhamos, já não é muito afinada na voz do criador), Cidade Maravilhosa... E ainda que eu aumentasse consideravelmente o volume do meu headphone, aquela voz irritante junto com aquele instrumento desafinado não me deixou ouvir a bela Overture 1812. Ao final do espetáculo, sacou do seu vestido (sabe-se lá de que parte) uma boneca, dessas de ventríloquo, e fez uma voz infantil para pedir dinheiro, como se a boneca estivesse pedindo.
Confesso que essa mulher (que mais parecia um bicho) me fez escrever sobre os hippies. Retratos cruéis da decadência das pessoas.
Quase sempre drogados, vendendo arames enrolados e artesanato(sic) como se fosse “arte”, seguem o estilo de vida de quem não tem nenhum estilo. Dizem ser “efeito colateral do sistema”. Porém, enrolar arame nunca foi prejudicial ao status quo. A questão é que pedir dinheiro é mais fácil do que trabalhar.
Ser contra o sistema é estudar e passar a ter alguma influência na sociedade. Ser contra o sistema é trabalhar e poder fazer alguma coisa (nem que seja criticar) para mudá-lo.
Hippies não passam de lixo fedorento sendo evitado pelas pessoas que calejam as mãos para não precisar pedir esmola por vagabundagem (Foi o termo menos agressivo que encontrei para classificá-los).
O pior (se é que pode piorar) é quando se dizem politizados, como o sujeito grotesco que aparece no vídeo abaixo. Claramente sem banho, precisando urgentemente de um corte de cabelo e com a barba por fazer, provavelmente drogado, repelindo qualquer pessoa de bem que passe por perto.
Prova de que essa gente não pode ser levada a sério. Esse “bródar” medonho que critica a burguesia, a classe que tem dinheiro parece que o faz simplesmente por fazer. Até onde se percebe, vê-se que o sujeito não procurou nada na vida além de fumar maconha e vender bugigangas. Essa é a crítica que os vencedores recebem.
Conheci também, em minha adolescência, dois ou três jovens que abdicaram dos melhores colégios e de um futuro promissor para jogar limões para o alto em sinais de trânsito. Segundo diziam, era uma expressão artística, quando na verdade era a face da vadiagem na forma de malabarismo. Hoje, já homens, fizeram da esmola sua profissão. Dez centavos por 30 segundos de malabarismo acriançado. Eis a profissão tão nobre que os hippies têm e ainda assim criticam os CEO’s e demais figuras de peso nas grandes empresas.
Desejo a vocês paz e amor... E um bom livro.

7 comentários:
cada pessoa tem direito de fazer o que quiser nao cabe a nos simples humanos e sim a deus o unico salvador,nao sejamos racistas como adolph hitler temtando impor um governo compulsivo da maneira certa de viver, como supostamente deveriamos viver nossa gestao ,no meu ponto de vista deve ser baseada na inteligencia no espirito santo e em cristo o nosso redentor
Esses aqui são os pontos mais usados (.,:?)
Prefiro não comentar.
Anônimo, aprenda está regra ortográfica, M vem somente antes de P e B.
Quanto ao texto nada mais é que a realidade nua e crua sem a fantasia do políticamente correto, coisa rara de se achar em um texto hojê em dia.
Porque você não vai cuidar da sua vida? Nem você nem ninguem tem o direito de julgar alguma pessoa pelo estilo de vida que ela leva, pelo menos eles não estão robando, e sim fazendo o que eles gostão, e vivem do geito que eles querem, não em uma sociedade que o dinheiro vale do que tudo. E é isso que eu admiro neles (:
Talvez por admirar tanto esse bando de vagabundo e não admirar as pessoas que estudam, você escreva aberrações como "gostão", "geito", "robando".
"Porque" em perguntas se escreve 'por que', separado.
Eu cuido da minha vida. Aliás, bem melhor do que eles cuidam da deles. A questão é que com aquela catinga de cigarro, sujeira e maconha eles agridem meu senso estético. Quando colocam aqueles lençóis na calçada com suas bugigangas por cima atrapalham meu caminhar. Quando me oferecem aqueles trapos que chamam de arte me irritam profundamente.
Irritam-me como você quando entra no meu blog e escreve da maneira como escreveu, de forma grotesca, errada, ignorante e "burra".
Você deveria admirar as pessoas que estudam e trabalham para fazer deste um mundo melhor. E, quem sabe, teria um uso melhor para os seus neurônios.
Após uma breve leitura no seu blog, já me é possível concluir que eu não tenho como concordar com você em quase nada, você não passa de um "facistóide" se escondendo atrás de uma suposta moral cristã.
A questão é que, nesse texto, eu concordo com você, o movimento hippie só serviu para denegrir a imagem dos movimentos sociais, para criar uma cultura de universitários alienados e toxicômanos que desperdiçam a juventude com um idealismo irreal. Dizem que querem mudar o mundo, mas tudo o que fazem a vadiar o dia todo. Existem duas maneiras de você vencer qualquer jogo, ou você conhece muito bem as regras e as usa em seu proveito, ou no proveito de sua causa, ou você vira o tabuleiro em cima do seu oponente. O ócio e a inação nunca alcançaram nada neste mundo. Martin Luther King não vivia de discursos, ele era um excelente advogado que conquistou os direitos civis nas cortes de justiça. Mahatma Gandhi não dispunha apenas da Satyagraha, mas também do conhecimento como advogado e político. Os hippies são, realmente, só um bando de vagabundos que não tem coragem de enfrentar a realidade e o "sistema" do qual tanto reclamam.
E movimento social tem boa imagem onde?
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