Frase da Semana:

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"Não sei colocar nem minhoca em anzol" (Crivella, novo ministro da pesca)

domingo, 18 de setembro de 2011

A mulher de vida fácil



Não, apesar da lâmpada rubra este não é um 'blog da luz vermelha'.

Longe de mim afirmar que determinados trabalhos, ainda que moralmente contestáveis, não devem ser socialmente aceitos. Também não pretendo lançar o dedo indicador em riste de quem quer que seja, embora me acredite, alguns se ofenderão gratuitamente.

Também não quero entrar no mérito de sexismos ou exploração feminina... Exploração é aquilo que se impõe quando não há escolha e não é esse o caso aqui.

Entretanto, devido à constante exposição que os meios de comunicação têm instigado sobre aos que porventura assistem sua grade, veio-me à cabeça o significado do termo “prostituir-se”.

Por que aquela moça quase nua na esquina com sua pequena bolsa girando é chamada de prostituta enquanto aquela outra de ancas volumosas rebolando com roupas de baixo na televisão é ‘artista’? O apelo sexual em que as duas se pautam não é o mesmo? Vender o corpo para a satisfação masculina (ou vice-versa) não é prostituição?

Bom, segundo os dicionários, essas mulheres do amor mercenário (como diria Nelson Rodrigues), meretrizes, rameiras, mulheres de má vida entre inúmeros outros adjetivos são pessoas que trocam sexo por dinheiro. Perguntei a mim mesmo qual seria o sentido de vestir-se com minúsculos biquínis ou ainda em despudorados trajes de baixo comuns e rebolar com o intuito de render audiência masculina e não querer receber tão abjeta alcunha.



O sentido é claro e também é óbvio. Ganhar dinheiro com a libido masculina. Não digo que seja certo tampouco que seja errado.

Para todo produto de consumo há sempre um público consumidor.

Então eu, desnudo de todos os julgamentos que outrora fiz aqui me coloquei a seguinte questão: Qual a diferença moral entre a moça da esquina que provavelmente fatura suas dezenas de notas por noite e a moça da novela que aparece nua na revista por milhares de dinheiros? Ou ainda entra a garota que faz strip-tease numa zona qualquer e a garota que aparece de calcinha (ou menos) num programa de tv?

Acredito piamente que ‘moral’ no sentido ético e dos costumes elevados seja um atributo desconhecido a tais damas. É inequívoco que algumas moças mais modernas hão de me xingar por mexer no vespeiro das hodiernas moçoilas que merecem todo o respeito do mundo, afinal, tirar a roupa por dinheiro é tão nobre quanto guardar-se para o amado.

A estas, peço sinceras desculpas, mas amam tanto as prostitutas que lhes ofereço o mesmo tratamento que a elas costumam dispensar os clientes.

1 comentários:

Anônimo disse...

machista