Este artigo contém cenas fortes de um apedrejamento no Irã. O vídeo não é recomendado para pessoas sensíveis.
Não, ela não foi condenada por adultério. O duplo adultério lhe rendeu 99 chibatadas na frente do filho em 2006. Apesar da mídia brasileira em peso tratá-la como uma Maria Madalena arrependida, Sakineh participou do assassinato do marido, motivo pelo qual foi condenada à morte.
O Irã é uma república islâmica, e, diferente de um Estado cristão como o Vaticano, os muçulmanos promovem a barbárie como reprimenda aos atos de subversão à Shari’a (lei islâmica), e Sakineh quebrou dois mandamentos: Praticou adultério (com dois homens) e participou da morte do marido.
Quando o caso teve extrema repercussão há algum tempo, o então presidente Lula ofereceu guarida àquela assassina tal qual fez com Cesare Battisti, assassino italiano que recebeu do petista asilo político no Brasil e hoje habita por aqui como um brasileiro de bem.
Ahmadinejad, ditador iraniano grande amigo de Lula, recusou que fosse concedido o asilo, tecendo críticas às informações que o brasileiro vinha recebendo dos seus subordinados – diga-se o hoje ministro da defesa Celso Amorim, ministro das relações exteriores na época – que não mencionavam (por desconhecimento ou má-fé) que a senhora iraniana havia tomado parte do assassinato do marido.
A questão é que a comoção mundial com esse caso mostrou-se não valer muita coisa. Notícias na imprensa concluem que Sakineh não vai ser executada com pedras, mas com cordas.
“Não há pressa”, declarou o responsável pelo sistema judiciário da província onde se desenrola o caso, Malek Ajdar Sharifi. “Os nossos peritos islâmicos estão a examinar a sentença para ver se é possível levar a cabo a execução de uma pessoa condenada a apedrejamento por enforcamento”.
O enforcamento é provável que todos saibam como se dê. Mas, como se dá o apedrejamento?
Primeiro, escolhem-se pedras não muito grandes para que o executado não morra rápido. Enterra-se o condenado em pé com terra até os ombros. Cobre-se sua cabeça com um pano. Dimensiona-se uma distância em que os executores (normalmente pessoas da comunidade onde ocorreu o crime) atirem as pedras.
Abaixo, um vídeo de apedrejamento: (Recomendo que pessoas sensíveis não assistam)
Os cristãos são ensinados a perdoar o adultério seguindo o exemplo de Cristo que ao ver uma mulher prestes a ser apedrejada disse a famosa frase:
“Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela”.
Que coisa, não?

1 comentários:
Ótimo post Hall, se fizessem isso aqui com usuários de drogas e políticos corruptos o Brasil seria um lugar melhor onde todo mundo ia pensar milhões de vezes antes de fazer merda!
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